quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Adeus a Alexander McQueen

R.I.P. Alexander McQueen
Hoje, dia 11 de fevereiro, o mundo da moda teve uma grande perda. Me atrevo a dizer que uma das maiores. Foi encontrado morto em seu apartamento, no centro de Londres, o estilista britânico Alexander McQueen, conhecido pela sua ousadia e criatividade.

A morte ocorre às vésperas de seu desfile na Paris Fashion Week, e também, dias após a morte de sua mãe, Joyce McQueen, uma de suas grandes apoiadoras, assim como a editora Isabella Blow, que há cerca de três anos cometeu suicídio também.

Aliás, Isabella, além de uma grande amiga foi quem mais apostou e investiu no designer no início de sua carreira, quando recém havia concluido seu curso na Central Saint Martins. Também foi ela quem o convenceu a usar Alexander como nome artístico, ao invés de usar seu primeiro nome Lee.

Filho de um taxista, McQueen era o caçula de seis irmãos, e nunca teve uma vida fácil. O interesse pela moda surgiu na infância, quando criava vestidos para suas três irmãs. Aos 16 anos se tornou aprendiz na Saville Row, um tradicional centro de alfaiataria masculina, onde aprendeu técnicas de construção de vestuário trabalhando nos ateliês de Anderson & Sheppard, Gieves & Hawkes e com os famosos criadores de figurinos teatrais, Angels & Bermans.

Aos 20 anos tornou-se assistente do estilista Koji Tatsuno, que também tinha raízes na alfaiataria inglesa. Um ano depois ele foi para Milão, onde trabalhou, também como assistente, do estilista Romeo Gigli.

Após regressar a Londres, financiado por seu tio, Renie Holland, ele termina o curso de Design de Moda em 1994, na St. Martins e com sua coleção final desperta o interesse da imprensa de moda, em especial de Mrs. Blow, uma das figuras mais enigmáticas e exóticas do fashion world. Mrs. Blow, inclusive, comprou toda a coleção do estilista, dando inicio à uma amizade que só terminaria em 2007, com sua morte.

Em 1996 passou a ser diretor artístico da marca Givenchy, substituindo John Galliano, posto que ocupou até 2001, quando foi contratado pela Gucci. Pouco tempo depois lançou sua própria marca, em parceria com um dos maiores conglomerados da moda mundial, o grupo francês PPR, um dos principais concorrentes do Louis Vuitton-Moet Henessy (LVMH).

A última década McQueen tornou-se um dos estilistas mais importantes do mundo. Recebeu quatro vezes o prêmio de “Designer de Moda Britânico do Ano”, vestiu algumas das principais estrelas da música, como Björk, Róisín Murphy e Lady Gaga. Será para sempre lembrado como "l'enfant terrible", apelido que, carinhosamente, a imprensa de moda francesa lhe deu.
R.I.P. Alexander McQueen
R.I.P. Alexander McQueen
R.I.P. Alexander McQueen
R.I.P. Alexander McQueen

3 comentários:

  1. ok, ele era genial.
    lamento levemente pela moda, não por ele, afinal, triste é quem morre acidentalmente ou de uma doença terrivel, no casso dele, é bem feito, pois foi ele quem quis.

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  2. Ainda nao me caiu a ficha que nao veremos mais aquelas colecoes, e aquela ansia, aquela curiosidade a cada estacao, O que sera q o McQueen vai fazer dessa vez?
    A moda chora, esta desfalcada.

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